domingo, 29 de abril de 2012


Grupos xenófobos já compõem nove governos europeus

Na mostra mais recente de aumento do poder da extrema direita, veto de líder radical holandês derruba governo e acirra crise mundial

29 de abril de 2012 | 3h 04

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo
Considerada uma ameaça à democracia por incitar ao racismo e à xenofobia, a extrema direita adaptou seu discurso e, diante da crise financeira europeia, chegou ao poder nos últimos anos em vários pontos da Europa. Nove países europeus já têm partidos de extrema direita em suas coalizões de governo central ou como peças fundamentais nos Parlamentos.
Em diversos outros, prefeituras são ocupadas por políticos desses partidos. A base de apoio, na maioria dos casos, vem justamente dos jovens, desempregados ou temerosos em relação a seu futuro.
Na Holanda, conhecida por sua tradição liberal em diversos campos, os extremistas de direita do Partido da Liberdade fizeram a Europa prender a respiração nesta semana. Seu líder, Geert Wilders, recusou-se a dar apoio a um pacote de austeridade e obrigou o governo de Mark Rutter a entregar sua demissão. O que mais surpreende os especialistas é a expansão de seu partido em menos de uma década. Em 2006, tinha apenas nove assentos no Parlamento. Hoje, é o terceiro maior partido do país, com 15% de apoio.
Wilders acusa Bruxelas de ser uma "ditadura" contra os interesses nacionais holandeses e, nos últimos anos, multiplicaram-se propostas de controlar a entrada de muçulmanos, banir o Alcorão do país e até mesmo retirar a cidadania holandesa de muçulmanos. No restante da Europa, sua atitude também causa polêmica. Wilders foi contra a participação da Holanda no resgate da Grécia e criou uma crise ao levar para a embaixada grega em Haia uma nota de dracma, a antiga moeda de Atenas, num sinal de que pedia para a Grécia abandonar a Europa.
Um percurso similar foi registrado pelo partido Verdadeiros Finlandeses, em Helsinque. O grupo viu quadruplicar o número de eleitores em 2011. Liderado por Timo Soini, o partido também recusa-se a apoiar o resgate a países europeus em dificuldades. Terceira força política na Finlândia, a legenda propõe regras mais duras para a concessão da nacionalidade local e sugere que mulheres estudem menos para ter tempo de dar à luz "verdadeiros finlandeses".
Na Hungria, os ultranacionalistas chegaram a mudar a Constituição, revogar direitos de estrangeiros e promover uma série de leis que deixaram a UE e a ONU apreensivas. Bruxelas ameaçou suspender a ajuda financeira a projetos na Hungria se os planos fossem mantidos. Budapeste abandonou alguns deles. Mas o grupo se manteve no poder, determinado a continuar com sua agenda política.
Fronteiras. Na Dinamarca, o Partido do Povo é considerado peça central em qualquer negociação para a aprovação de novas leis. No ano passado, o país foi o primeiro da Europa e recuperar os postos de fronteira que haviam sido desmontados na criação do mercado comum europeu. Em seu programa de governo, a mensagem é clara: "A Dinamarca nunca foi um país de imigração. Portanto, não aceitamos a transformação para a uma sociedade multiétnica. A Dinamarca pertence aos dinamarqueses".
Noruega, Suíça, Suécia e mesmo a Itália têm também partidos de extrema direita com a capacidade de influenciar cálculos políticos. Na Grécia, a queda da administração de George Papandreou deu lugar a um governo de coalizão que, para existir, foi obrigado a chamar para compor o gabinete políticos da extrema direita.
Na Áustria, a existência da extrema direita no cenário político não é nova. Mas pesquisas mostraram que a conquista da prefeitura de Viena pelos extremistas no ano passado ocorreu graças ao voto dos jovens. Um fenômeno semelhante ao constatado entre os eleitores de Marine Le Pen, na França. "Porque é que os austríacos precisam pagar pelos erros dos países do sul da Europa?", questionou Heinz-Christian Strache, chefe do Partido da Liberdade da Áustria.
Perfil. Segundo um levantamento feito pelo instituto de pesquisa britânico Demos com 10 mil simpatizantes do movimento de extrema direita na Europa, o que prevalece entre os eleitores desses partidos é a forte presença de jovens e a noção de que o continente precisa ser protegido. Seja de imigrantes ou, mais especificamente, de muçulmanos. "O antissemitismo era o que unia esses partidos de extrema direita nos anos 20 e 30. Hoje, é a islamofobia que os une", diz Thomas Klau, do Conselho Europeu de Relações Exteriores.
A pesquisa foi publicada pouco tempo depois do massacre de Anders Breivik na Noruega, justificando suas ações pela necessidade de proteger a cultura norueguesa. A maioria dos partidos de extrema direita insiste que não aprova tal ação e prefere o jogo democrático, principalmente em um momento que ganham eleitores e eleições.
"Há milhares de pessoas desiludidas na Europa hoje", afirmou Jamie Bartlett, que conduziu o estudo. "Estão frustrados com os partidos tradicionais, com as instituições e preocupados sobre seu futuro pessoal", disse. "Encontram portanto em partidos ativos e motivados respostas simples para seus problemas. Políticos europeus precisam começar a escutar essas vozes e dar respostas", completou. Para analistas, outra constatação é que o discurso desses partidos de extrema direita se sofisticou. Mas não deixou de ser racista.
"Partidos estão tentando apresentar a oposição à imigração de uma forma aceitável à maioria das pessoas", alertou Matthew Goodwin, da Universidade de Notthingham. "A nova mensagem é de que não é racismo se opor aos imigrantes se o eleitor está fazendo isso do ponto de vista da defesa dos valores locais", explicou.
"O resultado é a explosão de apoio a esses países nos últimos cinco anos, incluindo Escandinávia, onde aparentemente a sociedade estava imune a essa tendência", completou.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lista de artigos com título e links


Objetivo Irã: os riscos de uma Terceira Guerra Mundial

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16872

Fidel Castro alerta sobre perigo de guerra nuclear

http://inverta.org/jornal/agencias/internacional/fidel-castro-alerta-sobre-perigo-de-guerra-nuclear-por-ataque-ao-ira

A guerra contra o Irã é coisa certa para o Imperialismo - Reflexões de Fidel

http://convencao2009.blogspot.com/2010/08/guerra-contra-o-ira-e-coisa-certa-para.html

Iraque 2011, Afeganistão 2014, Irã?

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16844

Noticias da Guerra - 18/10/2007

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14682

Intercambia Fidel con científicos cubanos sobre el peligro nuclear

http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=16590:intercambia-fidel-con-cientificos-cubanos-sobre-el-peligro-nuclear&catid=64:&Itemid=65

Entrevista con Fidel Castro (I Parte): “Hay que persuadir a Obama de que evite la guerra nuclear” - 30 Agosto 2010


26/07/2010 – Uma guerra antissemita para salvar o capital = Por José Arbex Jr.


23/08/2010 - A origem das guerras - Por Fidel Castro


Stephen Kinzer fala das antigas relações entre Irã e EUA


"Os Estados Unidos estão perdendo o controle"


26/07/2010 O golpe astucioso à espreita - Por Fidel Castro



05/07/2010 Nuvens de tormenta sobre o Irã


Maior vazamento de dados da história expõe segredos diplomáticos dos Estados Unidos

"De acordo com o El País, os documentos revelam dados inéditos sobre os episódios de maior conflito do mundo, mostrando os mecanismos e as fontes da política externa norte-americana e "deixando em evidência suas fraquezas e obsessões".

La mayor filtración de la historia deja al descubierto los secretos de la política exterior de EE UU

"EL PAÍS desvela los documentos de Wikileaks.- Putin, autoritario y machista.- Las fiestas salvajes de Berlusconi.- Estrecho seguimiento de Sarkozy.- Los movimientos para bloquear a Irán.- El juego en torno a China.- Los esfuerzos para aislar a Chávez "

Arábia Saudita pediu ataque dos EUA contra o Irã, diz WikiLeaks
Site divulga mais 250 mil documentos secretos e revela bastidores das tensões sobre programa nuclear

Hillary mandou diplomatas espionarem cúpula da ONU, diz Wikileaks

Ban Ki-moon e representantes dos países com assento no Conselho de Segurança foram monitorados

WikiLeaks revela olhar de diplomatas sobre líderes mundiais

Berlusconi é 'irresponsável'; Kadafi é estranho; Putin e Medvedev são 'Batman e Robin'
 
Wikileaks revela informe confidencial de EE.UU un mes después del golpe en Honduras

"Un informe confidencial de la embajada de Washington en Honduras revelado este domingo por Wikileaks muestra que Washington no tiene duda de que en Honduras hubo golpe de Estado contra el entonces presidente, Manuel Zelaya, y agrega que "los militares, la Corte suprema y el Congreso Nacional conspiraron el 28 de junio en lo que constituyó un golpe ilegal e inconstucional contra el Ejecutivo"."

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

http://correiodobrasil.com.br/fundacao-denuncia-esquema-golpista-patrocinado-pela-cia-no-brasil/187036/


Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10,  Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington 

Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation – a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica – publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as “imaturas” democracias da América Latina e do Caribe.

No artigo intitulado “Elections in Brazil and the US Intelligence Community” (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que “o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina”.

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial
A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial

Leia os principais trechos do artigo:

“Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ‘na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério”.

“Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.
“Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

“O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff – uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente – como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária – nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.

“A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ‘amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posaram como “testemunhas” de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma – como um rival puramente nominal. Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.

“Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

“O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial – o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil – O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja – estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.

“A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ‘novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil.  A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato.  Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

“Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA – tanto republicanos quanto democratas – estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel”.

Tradução: CdB
Artigo revisado às 19h48

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/fundacao-denuncia-esquema-golpista-patrocinado-pela-cia-no-brasil/187036/

Wikileaks revela informe confidencial de EE.UU un mes después del golpe en Honduras

Un informe confidencial de la embajada de Washington en Honduras revelado este domingo por Wikileaks muestra que Washington no tiene duda de que en Honduras hubo golpe de Estado contra el entonces presidente, Manuel Zelaya, y agrega que "los militares, la Corte suprema y el Congreso Nacional conspiraron el 28 de junio en lo que constituyó un golpe ilegal e inconstucional contra el Ejecutivo".

De igual manera en el texto, la embajada de Estados Unidos en Honduras afirma que el gobierno de Roberto Michelleti fue completamente ilegítimo.

"No hay duda de que desde nuestra perspectiva no hay duda de que la llegada al poder de Roberto Micheletti ha sido ilegítima“, destaca el informe enviado desde la Embajada de Estados Unidos en Tegucigalpa, en nombre de su responsable, el embajador Hugo Llorens.

La embajada afirma en los mensajes que los argumentos esgrimidos por los “defensores del golpe del 28 de junio” son “a menudo ambiguos”, por lo que dice haber consultado a  "expertos en legislación en Honduras” pero añade entre paréntesis que “(uno no puede encontrar una visión profesional no sesgada en una Honduras con un clima políticamente cargado)”.

En el texto revelado por Wikileaks, la embajada estadounidense en Honduras reconoce que nunca se demostró que el presidente Zelaya haya roto la ley y afirma que el argumento de que intentaba prolongarse en el poder en una suposición.

En el documento se revela que los argumentos esgrimidos por Micheletti y los militares y políticos golpistas “no tienen ninguna validez sustancial” y agrega que “algunas son abiertamente falsas”.

El informe considera que varias de las medidas ejecutadas por los golpistas fueron “patentemente ilegales”, desde el hecho mismo de que “los militares sacaran a Zelaya del país sin autoridad para hacerlo”, algo que “violó múltiples garantías constitucionales, incluyendo la prohibición de expatriación, la presunción de inocencia y el derecho a un proceso legal”.

En el último de los comentarios, se dice que “no importa cuáles sean los puntos fuertes del caso contra Zelaya, su salida forzada del país por parte de los militares fue claramente ilegal, y el acceso de Micheletti como “presidente interino” fue totalmente ilegítimo”.

Entre los destinatarios de este informe, aparece el embajador de Estados Unidos en Brasil en ese momento, Thomas A. Shannon, y el asistente especial de Barack Obama y director para Asuntos del Hemisferio Occidental del Consejo de Seguridad Nacional, Dan Restrepo.

La información suministrada por estos documentos dan luz para entender declaraciones emitidas en agosto de 2009 por el presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, cuando expresó su deseo de que el embajador de Estados Unidos en ese país, Hugo Llorens, no vuelva a retomar el cargo, luego que el Gobierno norteamericano decidiera retirarlo por supuestos "motivos personales"

EE.UU. fue el país que más se tardó en aplicar sanciones tras el derrocamiento de Zelaya, mientras que otros Gobiernos como los de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), y del Mercado Común del Sur (Mercosur), se pronunciaron en contra del golpe casi inmediatamente.

Después de transcurridos 73 días del suceso, EE.UU decidió suspender la ayuda de la Cuenta Reto del Milenio (CRM) para el país centroamericano, estimada en 11 millones de dólares.

Pasado menos de medio año del golpe, la secretaria de Estado estadounidense, Hillary Clinton, restableció las relaciones con Tegucigalpa y reactivó nuevamente la ayuda financiera para el presidente sucesor del régimen de facto, Porfirio Lobo.

"Acabo de escribir una carta al Congreso de Estados Unidos notificando que vamos a restaurar la ayuda financiera a Honduras", manifestó Clinton durante su participación en la III Reunión Ministerial Caminos a la Prosperidad en las Américas, realizada en San José, Costa Rica, en marzo pasado.

Zelaya siempre sotuvo que EE.UU. intervino en el golpe

El ex presidente Zelaya comentó durante la entrevista con teleSUR el pasado mes de junio, que mientras fue mandatario de Honduras, Estados Unidos se incomodaba cuando se mostraba solidario o  mantenía relaciones con el presidente de Venezuela, Hugo Chávez; el de Bolivia, Evo Morales: el de Ecuador, Rafael Correa, y otros Gobiernos que discuten las ideas del país del norte.

''Estados Unidos me prohibía, prácticamente, que tuviese relación con Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa.  Era una molestia cuando yo establecía estas relaciones de solidaridad con estos pueblos, con Cuba, precisamente cuando defendíamos el derecho que tienen los pueblos y nuestra sociedad de mantener niveles de dignidad y democracia'', señaló.

Por último, agregó que la actual injerencia de EE.UU obstaculiza el proceso de reconciliación nacional.

''Si Estados Unidos saca sus manos de Honduras, los hondureños podemos entendernos'', enfatizó Zelaya.

El ex presidente Manuel Zelaya fue derrocado en un golpe de Estado lel 28 de junio de 2009 ejecutado por efectivos militares de su país.

Posteriormente, fue desterrado en Costa Rica pero retornó clandestinamente a Honduras algunos meses después y se refugió en la embajada brasileña en Tegucigalpa hasta que asumió el poder Porfirio Lobo en enero de 2010, momento en el cual se exilió en República Dominicana.

teleSUR - Periodismo Humano / FC/YR
 Fonte: http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/84837-NN/wikileaks-revela-informe-confidencial-de-eeuu-un-mes-despues-del-golpe-en-honduras/

WikiLeaks revela espionagem dos EUA sobre a ONU e segredos do Irã

Site vaza 250 mil documentos diplomáticos secretos e expõe política externa americana

28 de novembro de 2010 | 19h 36
 
SÃO PAULO - O site WikiLeaks divulgou nestes domingo e segunda-feira, 28 e 29, mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington e segredos de outros países. 

Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada. Veja detalhes de quais informações são reveladas e sobre quais nações. Os documentos referentes ao Brasil podem ser acessados neste link:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,para-eua-brasil-oculta-prisao-de-terroristas-diz-wikileaks,646863,0.htm

EUA - Os papéis mostram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade.
O material vazado ainda revela que diplomatas americanos pressionaram outros países para receber os detidos da prisão em Cuba, e para isso estabeleceram "negociações". Para a Eslovênia, por exemplo, disseram que as lideranças do país só teriam receberiam uma visita do presidente Barack Obama se recebessem um prisioneiro. Para a Bélgica, receber um prisioneiro seria uma "via de baixo custo para obter maior proeminência na Europa".

Irã - Outro ponto citados nos documentos são os repetidos pedidos do rei Abdullah, da Arábia Saudita, às lideranças americanas que atacassem o Irã para acabar com o programa nuclear do país persa.
Os documentos revelam que vários países árabes pressionaram os EUA para um ataque contra as instalações nucleares iranianas e expõem os bastidores das tensões sobre o programa de enriquecimento de urânio mantido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. As mensagens teriam sido enviadas para embaixadas americanas para todo o Oriente Médio.

A República Islâmica ainda é acusada de ajudar o grupo militante libanês Hezbollah ao usar ambulâncias da organização do Crescente Vermelho para enviar armas aos rebeldes. Além disso, um documento afirma que o supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, está com câncer e em estado terminal
O WikiLeaks também revelou que o Irã obteve um sofisticado sistema de mísseis capaz de atingir o oeste da Europa graças à ajuda da Coreia do Norte. Os foguetes são muito mais poderosos do que qualquer arma publicamente conhecida do arsenal iraniano. Desde 2006 especula-se que a Coreia do Norte poderia vender ao Irã os armamentos.

O míssil pode levar material nuclear explosivo. Embora os especialistas acreditem que o Irã ainda não tenha tecnologia o suficiente para produzir material nuclear com finalidades bélicas, especula-se que esse seja o objetivo do programa atômico iraniano.

Ainda segundo o WikiLeaks, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam das autoridades iranianas plantas apenas parciais das obras da usina de secreta de Qom. A atitude elevou ainda mais as suspeitas de que o complexo deva ser usado pelo Irã para a produção de armas nucleares.
Os documentos também revelam que embaixadores da União Europeia concordaram em boicotar a posse de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irã. Os diplomatas mantiveram a decisão em segredo. Os europeus se viram em uma situação dupla - precisavam mostrar que não apoiavam as controversas eleições iranianas, mas tinham de reconhecer que o poder estava nas mãos de Ahmadinejad e do supremo aiatolá Ali Khamenei.

Gaza - De acordo com o material revelado, o Egito e o Fatah, partido palestino que controla a Cisjordânia, sabiam dos ataques de Israel contra o Hamas em Gaza antes da guerra começar, em 2008.
Os documentos mostram que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse a uma equipe do governo "ter consultado o Egito e o Fatah antes dos ataques, perguntando se eles desejariam assumir o controle da Faixa de Gaza uma vez que o Hamas fosse derrotado". Ambas as partes rejeitaram a oferta.

Síria - Nos documentos, diplomatas americanos descrevem os esforços falhos dos EUA em prevenir a Síria de fornecer armas para o grupo militante Hezbollah, atuante no sul do Líbano, que ampliou seu arsenal significativamente desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana depois de Bashar al-Assad, presidente sírio, prometer não enviar mais armas para os militantes, os EUA reclamaram de que a Síria continuava a armar os rebeldes.

Paquistão - Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.

Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".

China - Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do dalai-lama.

Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.

Coreia do Sul - Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul discutiram planos para se formar uma Coreia unificada, no caso de colapso do regime da Coreia do Norte. O embaixador dos EUA em Seul afirma na comunicação que a Coreia do Sul considerava oferecer incentivos comerciais à China para "ajudar a mitigar" as "preocupações da China sobre o convívio com uma Coreia reunificada".

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. O site promete mais vazamentos nos próximos dias.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,wikileaks-revela-espionagem-dos-eua-sobre-a-onu-e-segredos-do-ira,646573,0.htm